Categoria E-business - Eu publico, tu publicas, ele publica


Vivemos tempos interessantes e instigantes desde o advento da web. Sou dinossauro da brincadeira e já vi muita coisa, tanto boas quanto ruins. Sempre que as pessoas “normais” acham que existe um bando de loucos trabalhando com internet, lembro a eles que nos anos 20 existiam cerca de 300 – isso mesmo 300, fabricantes de automóveis nos EUA.

Sempre que alguém se julga o senhor da verdade, o sábio, o mais esperto e o único a saber que o mundo é interativo (!?), olho desconfiado e lembro ao incauto que mais de 90% dos internautas não interagem com nada, ficando limitados a navegar, ou seja, a mudar páginas, passear pela web.

Quando os novos gênios da comunicação interativa acham que tudo acabou, que a TV está prestes a morrer, pergunto a eles qual a última campanha bacana de web que se recordam… hum? Não lembram. E quem criou conceito ou fez rir, ou emocionou a gente na web? Também não lembram.

Se você chegou até aqui e está achando que estou descrente da grande rede, você está errado. É justamente ao contrário. Estamos vivendo uma mudança tão intensa, que talvez nunca a civilização tenha passado por tantas mudanças causadas por uma única inovação e tenho certeza que o que veremos pela frente é ainda mais surpreendente. Estamos (ou talvez nem ainda) nos anos 20 da indústria automobilística.

Só acho que tem sábio demais, esperto demais, arrogante demais e petulante demais espalhado por aí e, quer saber, pouca gente fazendo diferença. Falam pacas, fazem pouco, e isso enche um pouco o saco.

Falando nisso, o que eu acho mais incrível é quando alguém tem o discurso de que “tem visto coisas terríveis” no Fantástico, se referindo a jornalismo pouco competente, ou influenciado, ou parcial, ou até mesmo qualquer coisa do tipo marrom e vai lá no seu blog ou site e faz de tudo: mente, blasfema, chuta, inventa e pira, sem a menor informação, critério ou qualquer coisa que se poderia considerar séria.

A web é o máximo. Ela potencializa os talentos, faz de cada um de nós um publisher, mas potencializa também os Robertos Marinhos que existem dentro de nós!

Autor/fonte: Bob Wollheim