Categoria Hardware - Monitores CRT, plasma e LCD: os detalhes técnicos

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Não há dúvida de que, ao longo dos últimos anos, a tecnologia de monitores e televisores tomou um impulso nunca antes visto e, a cada dia, mais novidades tendem a sair dos laboratórios em direção às lojas.

Alguns conceitos, relativos às tecnologias propriamente ditas, continuam sem nenhuma modificação. Há pouco futuro nas telas de plasma, por causa das limitações de uso com imagens estáticas e outra série de motivos técnicos, até complexos, que descreveremos mais adiante.

Se os novos painéis de plasma, que ainda se baseiam na excitação de fósforo para criar imagens, não derem certo, é bastante provável que esse uso de substâncias à base de fotoluminescência no plasma seja descartado por completo ao longo dos anos.

E neste caso, os processadores de imagens à base de transmissão de luz (usados no LCD, por exemplo) se tornarão prevalentes na fabricação e no consumo. As fontes de luz estão sofrendo, e deverão sofrer mais ainda, modificações no sentido da economia e durabilidade.

O formato de tela 4:3, aquele quadrado que passamos a vida inteira assistindo na televisão, também não tem futuro algum. Na realidade, a imagem 1,33:1 em 4:3 sofre, via de regra, da omissão da reprodução de parte do fotograma, em virtude do “overscanning” (linhas da varredura nos tubos de imagem que ficam para fora da visão do usuário).

A tela 16:9 ou 16:10 (widescreen), entretanto, pode reproduzir 4:3 sem nenhum overscanning, e assim, ironicamente, é a melhor opção até mesmo para a imagem padrão de 4:3. O problema é que, ao usar 4:3 em um monitor de plasma, devemos ter aquela série de cuidados para não manchar a tela (leia matérias ao lado).

Alta definição sem rumo no Brasil

Não há, até agora, nenhuma evidência concreta de que as transmissões digitais locais (canais abertos) cheguem a algum lugar. E mesmo se houvesse, seria para ver exatamente o quê? O público que normalmente se pendura em novelas, telejornais e seriados por acaso sabe, tem interesse, ou pretende investir uma nota preta em alta definição?

O recente imbróglio causado pela devolução das TVs de plasma mostra claramente o despreparo: nem mesmo aqueles que estão envolvidos, por hobby ou por lazer, com assuntos de home theater, aqui e lá fora, tinham idéia de como iria ser a reação do consumo de massa com o investimento neste tipo de tecnologia. Vamos analisar os três modelos disponíveis hoje: CRT (tubo), LCD e plasma.

CRT

O tubo de raios catódicos (em inglês, Cathode Ray Tube ou CRT) é a base da TV que todo mundo conhece. Há anos que o CRT está com os dias contados, mas houve uma época gloriosa para o uso do tubo em projetores frontais e retro-projetores. As TVs de tubo, apesar de populares e mais baratas, trazem alguns inconvenientes sérios, entre eles o do efeito de centelhamento (“flicker”) que é resultado da varredura do canhão de elétrons, bombardeando a camada de fósforo contido na superfície do tubo.

O centelhamento diminui muito nos tubos de alta definição, mas nos tubos convencionais ele castiga a visão do usuário de maneira significativa. O problema é que a gente já se acostumou e não sente mais. E se o conteúdo transmitido não estiver em alta definição (toda nossa programação da TV aberta, por exemplo), o centelhamento é percebido menos.

Além disso, a maioria dos tubos não tem uma imagem plana, nem mesmo aqueles vendidos como tal e, em decorrência disso, é muito comum se observar erros como o de convergência (caso em que o feixe de elétrons erra o alvo e excita a molécula de fósforo errada, mostrando uma sombra colorida na imagem), e o de geometria, onde as linhas retas nos cantos aparecem distorcidas.

Finalmente, existe um problema grande de foco na imagem, e, neste ponto, quanto mais barato for o tubo, menos resposta para foco ele tem, motivo pelo qual muita gente que compra um leitor de DVD nunca consegue uma imagem decente, mesmo depois dos dois equipamentos regulados.

Os painés de plasma

O painel de plasma foi inventado tendo como um dos objetivos a eliminação do centelhamento, acima mencionado, e da correção geométrica e de foco da imagem, o que é conseguido pela excitação individual das camadas de fósforo na tela.

A imagem é composta por milhões de pequenas células, que contém um gás inerte, que emite luz ultra-violeta (UV) sob a passagem de corrente elétrica. A luz UV excita o fósforo, que produz assim a imagem.

Os painéis de plasma impressionam muita gente por causa do nível de contraste que se consegue para imagens de cinema. Em contrapartida, são altamente suscetíveis a marcas ou manchas. Quando temporárias, essas manchas podem ser removidas pela repolarização das moléculas de gás dentro das câmeras. Mas, outro efeito, pior e praticamente impossível de corrigir, é a queima desigual das partículas de fósforo, chamado genericamente de efeito de “burn-in”.

Ninguém até hoje conseguiu explicar didaticamente por que os painéis de plasma são mais suscetíveis ao burn-in do que as telas CRT. Uma explicação possível se refere ao fato de que a descarga de luz UV pode perfeitamente afetar permanentemente a estrutura química das moléculas de fósforo do painel.

Normalmente, a incidência de energia luminosa excita os elétrons da substância desta camada, que pulam para um orbital de maior energia. Cessada a excitação, os elétrons voltam aos seus orbitais nativos, mas ao fazer isso, emitem luz, fenômeno chamado de fotoluminescência.

Os painés LCD

Define-se “cristal líquido” como uma substância cujo estado físico está entre as fases sólida e líquida. Para construir um painel de cristal líquido, é preciso ter três elementos básicos: uma fonte de luz (geralmente do tipo fluorescente, na região de emissão da luz visível), dois painéis de polarização, sendo que um deles fica disposto a 45º do outro, e finalmente, uma camada de cristais líquidos nemáticos.

O tempo gasto em qualquer estágio da operação no LCD é chamado de “tempo de resposta” e determina, em última análise, a velocidade na qual o painel de LCD reage às variações de corrente elétrica que o alimenta.

Na prática, quanto mais rápida for esta resposta, mais precisa será a reprodução de imagens em movimento. Valores típicos para painéis rápidos estão na faixa de 12 ms ou menos, geralmente entre 10 ms e 8 ms. Painéis mais recentes exibem tempo de resposta em torno de 6 ms até 2 ms, quando então a mudança de quadros se torna virtualmente imperceptível ao olho humano.

Por outro lado, o brilho da imagem que chega à superfície do painel é determinado pela amplitude da intensidade da luz na fonte, o que é conseguido variando-se a corrente em cima da lâmpada que alimenta o painel. A expectativa de duração de uma lâmpada usada em painéis LCD, em condições normais de uso, é de cerca de 60 mil horas. Em princípio, seria possível substituir esta lâmpada, o que daria vida ilimitada aos painéis.

O grande trunfo das telas LCD é que não existe excitação de qualquer substância para se conseguir contraste, tal como acontece nas telas à base de fósforo (plasma). Por causa disso, não é possível haver queima do painel como ocorre no plasma ou CRT.

Por outro lado, existe a chance de que os cristais líquidos não respondam aos estímulos elétricos aplicados, e isso os torna “permanentemente acesos”. Se, ao contrário, a alimentação elétrica impede o seu relaxamento, eles ficam “permanentemente apagados”. Um pixel com este tipo de problema não é necessariamente resultado de alteração dos cristais líquidos.

Os painéis LCD em uso nas instalações de home theater são do tipo “matriz ativa”, com uma alimentação feita por um transistor muito fino (TFT, ou Thin Film Transistor). Se o transistor estiver em curto, o pixel respectivo apresentará “defeito”, e neste caso, nada mais se poderá fazer.

A maior crítica sobre o LCD é a ausência do chamado “preto absoluto”. Embora não seja possível garantir que o preto neste nível possa existir, é bastante provável que ele não atrapalhe a exibição de material de cinema, da maneira como os seus críticos alegam. Além disso, é muito mais fácil se conseguir alta resolução plena (1980 x 1080 pixels) num painel de LCD, do que, por exemplo, num painel de plasma. E o aumento do contraste, que pode ser uma imensa dor de cabeça com outros painéis, tem fácil controle nos painéis LCD, sem prejuízo algum ao aparelho.

Os painéis LCD mais recentes no mercado têm uma relação de contraste (diferença entre os níveis máximos de partes claras e escuras da tela) em torno de 800:1 e acima, o que é suficiente, por exemplo, para dar uma aparência de filme de cinema na imagem obtida.

Painéis de LCD em tamanho grande têm aparecido mais recentemente, nas faixas de 70 a 100 polegadas. Estas telas são, em geral, fruto das parcerias entre os fabricantes Philips e LG, e Sony e Samsung.

O mercado de telas em cristal líquido tomou grande impulso com o seu uso como monitores de computadores, mas alcança rapidamente o espaço deixado pelos televisores de painel e projetores, principalmente após a recente queda de preço do produto final. É bom ficar de olho.

Autor/fonte: Paulo Roberto Elias

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Categoria Hardware - USB é padrão de conectividade para periféricos

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O padrão USB - Universal Serial Bus - surgiu em 1997 e naquela época não se podia imaginar que ele substituiria a porta serial, também conhecida como RS222. Hoje em dia, todos os periféricos utilizam o USB como forma de se conectar ao computador: impressora, scanner, câmera digital, joystick, mouse, modem, HD, leitor de CD ou DVD, pen drives, entre tantos outros que você conhece.

Este sistema foi criado para resolver um problema. Impressoras e alguns scanners utilizavam portas paralelas, que eram lentas e não podiam ser usadas simultâneamente. Modens e periféricos como Zip Drive ou Palm usavam a porta serial. Por isso, a maior parte das CPUs tinha apenas uma entrada para cada tipo de porta, o que obrigava a utilização de adaptadores para conectar mais de um aparelho do mesmo padrão.

Outra questão que o USB ajudou a resolver foi a conexão de periféricos que necessitavam trabalhar com taxas de transmissão mais velozes, vinham com suas placas próprias e assim lotavam os slots disponíveis na plcaa-mãe. Antes dele, para o usuário instalar três periféricos básicos como impressora, scanner e modem, era preciso que ele tivesse uma pós-graduação em informática.

Interação com o sistema operacional

O Windows 98 foi o primeiro sistema operacional a ter suporte nativo para o USB, o que não evitava a instalação de drivers para colocar em funcionamento o dispositivo conectado.

O USB permite o uso de dispositivos chamados de Hot Swap”, que podem ser ligados ao computador em funcionamento, sem a necessidade de reinicialização. Aliás, este era o principal diferencial do padrão, mas ele não funcinou tão bem assim logo de cara.

Apenas com o Windows XP é que dispositivos USB passaram a ser de fato “plug and play” - basta conectar o dispositivo ao computador para que o sistema operacional o reconheça e passe a utilizá-lo, sem ter que desligar e ligar o micro.

A taxa de transmissão conseguida pelo USB 1.0 e 1.1 é de 12 Mbps enquanto o USB 2.0 chega a 480 Mbps. Outra diferença em relação ao Serial é que o padrão USB permite conectar até 127 dispositivos em cascata - em uma única porta, com o aparelho seguinte conectando-se ao anterior.

As CPUs dos computadores mais recentes já vêm com no mínimo 4 portas USB e, em geral, há 2 portas na parte frontal do gabinete para facilitar o acesso.

Além disso, há dispositivos que podem amplicar o número de portas USB disponíveis em seu computador. O hub é um roteador que tem quatro ou mais portas USB que, quando ligado à porta USB de seu computador, permite que você tenha mais periféricos ligados evitando que você ligue os dispositivos em cascata.

A porta USB pode ser de dois tipos: A ou B. O tipo A é a retangular mais achatada enquanto a tipo B é a quadrada. Dispositivos menores e mais compactos, como MP3 players, celulares, câmeras digitais pequenas, podem utilizar portas mini A ou mini B, conforme o espaço disponível no aparelho.

Alguns dispositivos pequenos como pen drives, MP3 players, leitores de cartões flash podem ainda utilizar a porta USB para captar a energia sem a necessidade de utilizar a rede elétrica. Aparelhos maiores como impressoras já precisam de força de energia própria.

Autor/fonte: Marcelo Ayres

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Categoria Hardware - Como o USB funciona em seu computador

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Quando o computador é ligado, o USB faz uma busca por aparelhos do padrão que estejam conectados ao sistema. A partir dessa varredura, é atribuído um número para cada dispositivo.

Este número também pode ser conferido ao dispositivo quando ele é conectado ao computador. Além da enumeração os periféricos são reconhecidos pelo tipo de informação que vão trocar com o computador. Veja a seguir alguns tipos.

Interrupção: Dispositivos como mouse ou teclado, que vão enviar pouca informação a cada vez que são utilizados.

Volume: São periféricos que recebem os dados em um grande pacote, como uma impressora, por exemplo.. Um bloco de informação é enviado ao dispositivo, e então verificado para ter certeza que está correto.

Isócronos: O nome é estranho, mas o siginificado é simples —significa transmissão de dados em intervalos equivalentes. As informações chegam em tempo real e não são verificadas. As casixas de som são dispositivos desse tipo.

Além da enumeração e da classificação dos dispositivos, o computador pode enviar comandos e parâmetros de configuração por meio de pacotes de controle.

Com os periféricos enumerados, o computador analisa a banda de transmissão necessária para todos os dispositivos do tipo isócronos e de interrupção. Eles podem utilizar até 90% dos 480 Mbps da banda que estão disponíveis.

Depois que os 90% estão preenchidos o host irá bloquear o acesso aos dispositivos de interrupção e isócronos. Os do tipo volume utilizam os 10% restantes da banda. O USB divide a banda de transmissão em quadros, chamados de frames, e o computador os controla. Cada quadro contém 1.500 bytes e eles se iniciam a cada milissegundo.

Autor/fonte: Marcelo Ayres

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