Categoria E-business - Qual é o seu papel?

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A nossa vida profissional (talvez a pessoal também, mas isso é assunto pra um papo regado a cervejas…) é um grande teatro. Cada pessoa tem um papel, assumido, desejado, concedido ou imposto, e assim a vida segue. Falo do mundo corporativo? Sim, claro, mas também do mundo empreendedor. Ou quem não conhece gente que veste o papel do “empreendedor que resolve tudo”, ou do empreender “eu sou f….”?

No mundo corporativo isso talvez seja mais oficial e escancarado, pois os papéis (cargos, salas, status, etc) são atribuídos desde o começo, e são parte do jogo. Quem entra primeiro em cena, quem dá a deixa e quem a recebe, a qual espaço cada um deve se limitar e assim por diante, são coisas que fazem parte do código corporativo. O plot, mesmo que às vezes um pouco velado e confuso, existe.

Para o empreendedor tudo isso é muitas vezes bem mais confuso, até porque a proximidade entre a vida pessoal e profissional é muito maior, a interdependência também e os motivos que nos fazem seguir pela trilha empreendedora, bem mais profundos e complexos (pergunte a você mesmo porque você é empreendedor, mas faça isso se olhando – olho-no-olho – no espelho e veja o que você se responde…).

Já pensou nisso? Consegue entender seu enredo, seu argumento, as cenas que você representa, quem são os outros atores, a platéia, etc, etc, etc? Bacana. Não consegue? Tente olhar de fora, sair da cena. Imagine-se no teatro e coloque as peças do seu jogo em cena. Coloque-se também e aí tente ser apenas parte da platéia por uns instantes. Interessante, não?

Entender que o mundo profissional é um grande teatro me parece um exercício ótimo para a gente se entender melhor como gente e, caso não achemos o nosso papel legal, mudá-lo. Experimente!

Autor/fonte: Empresa Brasil

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Categoria E-business - Qual o melhor formato para e-mail marketing?

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Se a sua empresa pretende dar início a um projeto de e-mail marketing, um fator extremamente importante é o formato no qual o e-mail será enviado.

Na verdade, a escolha do formato dos e-mails é muito importante para qualquer pessoa que utiliza com freqüência o correio eletrônico, e não apenas aos interessados em e-mail marketing. Portanto, este texto serve a todos.

Quais são os principais formatos? Por que se preocupar com o formato? E qual o formato que o mercado mais utiliza? Lendo essa matéria você encontrará respostas para estas perguntas.

Os principais formatos de e-mail

Os programas conhecidos como clientes de e-mail (entre os mais comuns estão o Outlook Express da , o Thunderbird e o IncrediMail, entre outros) permitem enviar mensagens em três principais formatos:

. Texto: o e-mail no formato texto é o mais aceito. Todos os clientes de e-mail podem exibir a mensagem nesse formato. A desvantagem é que a mensagem não pode conter cores, imagens, negrito, itálico e outros recursos aceitos por outros formatos. É possível inserir tão somente texto;

. HTML: o formato HTML permite um e-mail rico em conteúdo, com imagens, cores, tabelas, anexos, som… No entanto, os diversos clientes de e-mail podem exibir sua mensagem de maneiras diferentes. Podem até deixá-la ilegível;

. Texto/HTML: essa opção inclui ambos formatos (texto e HTML) na mesma mensagem. A vantagem é que de um modo ou de outro o usuário conseguirá visualizar o e-mail. A desvantagem é que o e-mail torna-se duas vezes maior (ou mais pesado, ou mais caro).

Por que escolher o formato HTML?

Agora que você reconhece os principais formatos de e-mail, qual deles escolher para a sua comunicação com clientes ou leitores? Já adianto a você, leitor, a minha preferência pelo formato HTML. Mas cada caso é único e você deve analisar livremente e fazer a sua escolha.

As justificativas pela escolha do formato HTML são inúmeras. Vou enumerar algumas:

. Conteúdo rico: a flexibilidade do formato HTML permite diversos recursos como cores, imagens e som. É um excelente atrativo;

. Organização do conteúdo: o formato HTML permite uma melhor organização do conteúdo e torna a leitura mais agradável;

. Reforça a identidade da empresa: se os documentos que circulam em sua empresa carregam seu logotipo, nada mais indicado do que incluí-lo também em seus e-mails;

. Taxa de leitura: é possível, por exemplo, no envio de um e-mail publicitário, saber quantos usuários realmente abriram a mensagem;

. Análise de interesse: em um e-mail publicitário é possível saber, por exemplo, em quais produtos os usuários clicaram para obter mais informações.

A flexibilidade que o formato HTML permite é o seu ponto forte. Mas há também o outro lado desse formato, os seus pontos fracos. É isso o que veremos na próxima etapa.

Por que não escolher o formato HTML?

Vimos os pontos fortes do formato HTML e agora precisamos ouvir o lado negativo. Vamos o que dizem os anti-HTML, cujos argumentos também são importantes:

. E-mail HTML é mais pesado que texto. Isso é uma verdade e tem muitas implicações. Mas já que temos cada vez menos tempo para ler nossos e-mails pela correria do dia-dia, não seria muito mais fácil capturar a atenção de um leitor através de uma imagem? Em alguns casos vale aquele velho jargão popular: uma imagem vale mais do que mil palavras. Além disso, segundo pesquisas do Ibope/NetRatings, o número de usuário com acesso a internet banda larga tem aumentado de maneira significativa;

. HTML nem sempre é exibido corretamente. Uma grande verdade. Se a sua mensagem HTML aparece corretamente em seu cliente de e-mail, não quer dizer que aparecerá corretamente no cliente de e-mail dos seus leitores. É preciso que você teste e se certifique que a mensagem será corretamente nos principais clientes de e-mail;

. HTML é reconhecido como spam. Acontece mas não é uma regra. Segundo estudo da ClickZ, apenas 19% dos emails HTML são classificados erroneamente como spam. Além disso há muitos tipos de filtros e a maioria não classifica HTML como propaganda não solicitada. Sem falar que os filtros têm se aperfeiçoado constantemente. (você é novo aqui e não sabe o que é spam? São mensagens eletrônicas, não solicitadas, enviadas em massa, geralmente propaganda, geralmente de produtos ou serviços oferecidos de forma ilegal. Pior do que spam é o phishing, que é uma tentativa de golpe;

. HTML carrega vírus. Usuários mal intencionados podem enviar mensagens HTML não seguras. Isso é verdade. Mas não é bloqueando mensagens HTML que você impedirá que vírus contaminem seu computador. Além do mais, os clientes de e-mail mais modernos possuem mecanismos de proteção.

Qual formato mais utilizado pelo mercado?

Pesquisa recente publicada pelo Opt-In News mostrou que o formato HTML é o preferido pelos especialistas em suas campanhas de e-mail marketing. De acordo com a pesquisa, 81% das campanhas de e-mail marketing utilizam o formato HTML, enquanto 16% utilizam o formato texto e 3% utilizam outros formatos.

Os que preferem o formato HTML justificam sua escolha da seguinte maneira:

. 28%: HTML permite um layout mais atrativo;
. 24%: permite uso de cor no e-mail;
. 21%: podem ser incluídas imagens;
. 20%: anúncios são mais efetivos no formato HTML do que em texto.

Conclusão

Então podemos estar certos de que o melhor formato para o envio de nosso e-mail marketing é o HTML? Poderíamos, mas não deveríamos.

Não se deixe seduzir pelos benefícios do HTML e tê-lo como único formato. Se quiser atingir todos os leitores, desenvolva um e-mail marketing em ambos os formatos. Permita que o usuário escolha a sua preferência. E, uma vez escolhida, honre a escolha do usuário e não imponha a sua própria preferência.

Autor/fonte: Carlos Humberto L. Costa

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Categoria E-business - A corrida depois de um clique

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Fechar uma compra pela internet é uma operação relativamente simples. Escolhe-se o produto, preenchem-se alguns dados e a mercadoria chega à porta de sua casa alguns dias depois - seja em São Paulo, seja no interior do Piauí. Por trás dessa comodidade toda, no entanto, está uma das mais complexas operações possíveis no mundo da logística. O clique do internauta na tela do computador desencadeia uma série de operações que exigem uma engenharia capaz de fazer o produto - um simples CD ou um notebook de última geração - chegar de forma segura e no menor tempo possível à casa do cliente. Para que a entrega aconteça, dezenas de profissionais, às vezes centenas deles, são mobilizados numa corrida frenética que não tem similar. A razão para esse frenesi é simples. Em contratos normais envolvendo empresas de logística, é possível saber com certa antecedência para onde a carga vai e a que horas deve sair. No caso das compras eletrônicas, a previsibilidade é quase nula. A partir do momento em que a compra é realizada, começa uma corrida contra o tempo. “O comércio eletrônico é a expressão máxima da inteligência estratégica que envolve um trabalho de logística”, afirma o professor Alberto Luís Albertin, da Fundação Getu lio Vargas.

Nessa gincana contra o relógio, uma das empresas que mais se destacam é o Submarino, um dos líderes do comércio varejista virtual no Brasil com faturamento anual de 574 milhões de reais. Como se verá, o Submarino é, acima de tudo, uma empresa de logística. Diariamente, a companhia processa cerca de 15 000 pedidos. É uma enormidade. Numa comparação livre, corresponderia ao trabalho de 100 operadoras de telemarketing trabalhando 24 horas por dia e com uma excepcional média de 10 minutos gastos por atendimento. Apesar desse grande volume, o método de trabalho criado pela empresa possibilita que, aproximadamente, 90% desses pedidos sejam entregues num prazo máximo de um dia (isso se a encomenda for feita da região metropolitana de São Paulo). Como eles fazem isso? Elementar. Depois que o consumidor fecha a compra, entra em cena uma máquina de guerra. São mais de 300 funcionários envolvidos em tarefas que incluem a captação do pedido, a localização do item desejado, a retirada da prateleira, o processo de embalagem e o envio até a residência do cliente. A complexidade aumenta porque são quase 700 000 itens no catálogo do Submarino.

O primeiro passo desse processo é dar uma “identidade” ao pedido. Logo que a compra é processada, emite-se uma nota fiscal com os dados pessoais do consumidor e as especificações da mercadoria. Trata-se de uma espécie de certidão de nascimento da encomenda, algo que vai acompanhá-la até o final da jornada. A nota fiscal é então enviada pelo sistema aos computadores do centro de distribuição da empresa, estrategicamente localizado em Osasco, cidade da Grande São Paulo próxima à rodovia Castelo Branco e à Marginal Pinheiros. O prédio impressiona pelas dimensões: pé-direito de mais de 10 metros de altura e área de 35 000 metros quadrados, o equivalente a quatro campos de futebol. No total, a capacidade de armazenamento é de 800 000 produtos.

É no meio desse gigantesco armazém que pulsa o coração de uma loja virtual. Durante 24 horas por dia, de domingo a domingo, centenas de funcionários correm de um lado para o outro em meio a pilhas de caixas abarrotadas de produtos. Nada lembra mais o trabalho realizado por formigas ou abelhas que a segunda parte da operação: a localização e a retirada do produto das prateleiras. Com o auxílio de empilhadeiras, alguns desses funcionários passam o dia esvaziando e recolocando mercadorias nas prateleiras, num ciclo sem fim. O movimento incessante é controlado por computadores, que analisam o fluxo de vendas, informam onde cada mercadoria está estocada e acompanham todos os estágios do processo. Tal operação é repetida 15 000 vezes por dia. “Esse trabalho requer brutal planejamento e uma estrutura que deve funcionar sem falhas em todas as suas etapas”, diz Armando Marchesan Neto, diretor de operações e logística do Submarino.

Atualmente, cada pedido é feito separadamente, o que torna a operação um pouco mais lenta. Nas próximas semanas, o Submarino deve mudar esse sistema. Com investimentos de 4 milhões de reais, a empresa trará ao país um novo equipamento que tornará mais veloz a separação e a classificação dos pedidos. Com o novo modelo, todos os produtos serão separados por lotes, em vez de unitariamente. Isso significa que o operador não precisará ir várias vezes a uma mesma prateleira do estoque - um avanço e tanto considerando que, somadas, as prateleiras alcançariam 25 quilômetros de extensão. “O funcionário sairá uma única vez para separar toda a quantidade necessária referente a um conjunto de pedidos”, diz Marchesan Neto. Depois de separado, o produto vai para o departamento de empacotamento e segue em esteiras para a última parte do processo: o envio. Essa etapa é terceirizada. O Submarino é atendido por 12 empresas, sendo que três delas possuem unidades dentro do próprio centro de distribuição do cliente.

Há cinco anos, o comércio eletrônico vive um período de forte expansão no Brasil. Em 2005, o negócio faturou 2,5 bilhões de reais, um crescimento de 43% sobre o ano anterior. Proje ções indicam desempenho ainda melhor em 2006, com receitas da ordem de 3,9 bilhões. Desde 2001, o varejo eletrônico cresceu 355%. É verdade que os indicadores ainda são tímidos se comparados aos dos Estados Unidos. Lá, apenas as vendas de roupas pela internet movimentam 11 bilhões de dólares por ano. Sem contar o setor de viagens, os consumidores americanos compraram no ano passado o equivalente a 82 bilhões de dólares pela internet, 24% mais que em 2004. No Brasil, problemas de infra-estrutura prejudicam a expansão do setor. Um deles é o custo do frete. Estudos indicam que os custos brasileiros somam 7,7% do PIB, ante 5% dos americanos.

Nenhuma empresa simboliza tão bem essa pujança americana como a Amazon. A varejista mais conhecida da internet é um gigante com vendas anuais de 10 bilhões de dólares. Em Nova York, cada cliente recebe os livros que compra na Amazon no mesmo dia e de graça. Só para efeito de comparação, a Amazon tem um centro de distribuição que é quase o triplo do Submarino e registra 2 milhões de pedidos ao dia. Agora, a empresa prepara um salto no que os especialistas chamam de logística digital, uma tecnologia ainda incipiente que começa a ganhar musculatura com a venda de arquivos de música e vídeo pela internet. Aguarda-se para breve o lançamento, pela Amazon, de um serviço para baixar filmes e programas de televisão. Nesse caso, o desafio será como garantir que o produto chegue às mãos de quem o comprou, sem distribuição de cópias ilegais no processo.

O Brasil está num estágio anterior. E isso tem mais a ver com a falta de maturidade desse mercado do que com ausência de iniciativas por parte do empresariado. O sistema de entregas do Pão de Açúcar pela internet ilustra com perfeição essa dificuldade. São dez anos de funcionamento (e várias reestruturações) no negócio de delivery. A idéia parecia simplesmente genial. Proporcionar ao consumidor fazer as compras de casa sem precisar ir até o supermercado. O problema é que essa operação exige altos investimentos em logística e o resultado até pouco tempo não tinha sido satisfatório. Em boa parte, devido à desconfiança dos clientes. Não só em relação à transmissão de dados de cartão de crédito pela internet como pela qualidade dos produtos entregues. Os consumidores esqueciam o comodismo para poder escolher a própria alface ou as batatas que gostariam de levar para casa. Mesmo assim a operação vem crescendo. Em 2005, o aumento das vendas foi de 25% em relação ao ano anterior.

Depois de várias investidas, o Pão de Açúcar descobriu a receita de como entregar produtos congelados, gelados ou secos ao mesmo tempo. Atualmente, a rede oferece na internet 12 000 dos 18 000 itens vendidos em suas lojas reais. Por mês, recebe virtualmente 25 000 pedidos, com cerca 120 itens cada um. Para garantir a qualidade do serviço, os 56 caminhões da frota foram adaptados para acondicionar produtos perecíveis sem danos. A previsão de saída dessa frota é sempre às 6 horas do dia seguinte ao pedido. Durante a noite, itens como carnes, iogurtes e verduras são embalados em horários entre meia-noite e 4 horas da manhã. As folhagens são acondicionadas quase na mesma hora da saída do transportador. “O negócio de alimentos na internet é estratégico para o grupo no longo prazo”, afirma Alexandre Luiz de Lima, coordenador de comércio eletrônico do Pão de Açúcar. “Temos de acompanhar as mudanças de hábito do consumidor.” E rapidamente, sempre rapidamente.

Expansão virtual:

. Os dados mostram o crescimento do comércio eletrônico no país;

. Segundo a Associação Brasileira de Logística, todos os segmentos existentes dentro do comércio eletrônico representam hoje cerca de 10% do mercado de logística no país;

. Enquanto o mercado de encomendas tradicionais deve fechar 2006 com crescimento de 14%, as entregas para o comércio eletrônico devem avançar muito mais no mesmo período: quase 85%;

. Em 2005,o comércio eletrônico faturou 2,5 bilhões de reais, um crescimento de 43% sobre o ano anterior. Projeções indicam um desempenho melhor em 2006,com receitas da ordem de 3,9 bilhões.

Autor/fonte: Rachel Caires, da Exame

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