Categoria E-business - e-Procurement: o que significa?

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Pode significar muitas coisas mas ao nível mais baixo significa a existência de comunicação assíncrona entre duas entidades conhecidas (Business to Bussines), que interagem entre elas através de um relacionamento comercial previamente estabelecido.

e-Procurement pode também significar, encomendar electronicamente produtos através de um catálogo electrónico disponibilizado por fornecedores. O e-procurement inclui requisições electrónicas, fluxos de aprovação pré-definidos e tem como principal objectivo a interligação ponto a ponto entre fornecedores e compradores.

Nos tempos que correm em que existe uma elevada competição global, cada vez mais os mercados estão sujeitos a pressões económicas variadas. Estas pressões levam as organizações a desenvolver novas estratégias para conseguir ano após ano melhorias na produtividade e na redução dos custos.

A habilidade para controlar os custos e as actividades coordenadas através da cadeia de fornecimento estão rapidamente e cada vez mais a tornar-se no factor diferenciador entre organizações.

A redução do custo na obtenção de bens e serviços traduz-se em aumentos nos lucros. Em contraste, as melhorias em outras áreas funcionais como vendas são diluídas por factores externos tais como o custo dos bens e o custo das vendas.

As três fases para melhorar o processo de compras da sua organização:

. Sourcing: Processo de identificação de fornecedores importantes para a organização, em que se estabelecem contratos de fornecimento de bens e serviços e se acordam regras comerciais, descontos de quantidade, volume de compras anuais, etc;
. e-Procurement: Após o estabelecimento do contrato, cabe ao departamento das compras disponibilizar informação dos produtos e serviços negociados. Os outros departamentos não se devem preocupar em procurar melhores propostas pois têm a certeza que o que está disponível no catálogo de compras é o melhor negócio possível. Nesta fase também são definidos os fluxos de aprovações para as requisições de cada departamento. Ou seja, existem regras pré definidas para se realizarem compras e estas são claras para qualquer colaborador da organização. Um dos objectivos do e-procurement é possibilitar a interligação ponto a ponto entre os sistemas dos compradores e dos fornecedores. É ainda objectivo do e-procurement possibilitar a interligação do sistema de e-procurement com os sistemas financeiros da sua organização;
. Análise: Uma vez que o sistema de e-procurement está perfeitamente interligado com os sistemas financeiros de back-office deixamos de ter a necessidade de cada vez que existe uma compra reproduzirmos essa mesma compra no sistema financeiro, pois ela já lá está representada. Combinando a informação financeira com a informação das compras dá-se a possibilidade ao gestor de em tempo real analisar o que se passa na organização.

Autor/fonte: Methodus.com

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Categoria E-business - O futuro dos negócios na internet

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No Brasil, quase 14 milhões de pessoas já acessam a web em suas residências e ficam on-line por volta de 20 horas/mês, dando o título ao Brasil de primeiro colocado mundial em tempo de permanência na Internet doméstica. O Japão vem em segundo lugar com 18 horas, seguido pela França com 17horas e 43 minutos e os Estados Unidos em último lugar com 17 horas.

Diante destes números, é evidente que estamos migrando rapidamente para um novo mundo virtual, onde são realizadas inúmeras atividades, negócios, relacionamentos pessoais e empresariais. Quando procuramos qualquer produto ou serviço hoje, sempre somos direcionados instintivamente à web, o instrumento que se tornou capaz de agregar e canalizar uma multiplicidade de informações.

O universo de serviços e atividades disponíveis na web é enorme: e-commerce, e-learning, serviços bancários, grupo de amizades, todos os tipos de informações, negócios, atividades financeiras. No mundo real, para oferecer serviços e produtos ao consumidor, são realizadas campanhas publicitárias baseadas em locais mais freqüentados, programas de TV e rádio, jornais e revistas, que condizem com o perfil do público que se gostaria de atingir.

Quando se fala do mundo virtual a propaganda é explorada por vários meios: banners, pop-ups, hot-sites, newsletters promocionais, dentre outros. Entretanto, nos últimos anos, passaram a chamar a atenção do segmento de publicidade on-line, os inovadores links patrocinados. Com eles a publicidade na Internet ganha uma forma barata e direcionada de se investir, independentemente do tamanho da empresa e da verba disponível.

Os links patrocinados são pequenos “banners” em modo texto, similares ao formato dos anúncios classificados, exibidos nas páginas de resultados de pesquisas de buscadores como: Google, Yahoo, MSN e portais como: Terra, UOL, IG, dentre outros.

Ocupam uma pequena área do navegador (browser), quase sempre posicionados lateralmente no formato de uma coluna ou horizontalmente no começo da página.

Surgem criteriosamente relacionados com o assunto requisitado pelo internauta ao digitar palavras chaves no campo de busca de cada site, estas são associadas às escolhidas pelo anunciante. O sistema é parecido ao de um leilão; quando várias empresas escolherem palavras chaves similares, o anunciante que apostar o maior valor, aparecerá no local com mais destaque na página.

O sistema automaticamente fixa um valor mínimo para cada grupo de palavras chaves e o preço aumenta à medida que surgem novos interessados nas mesmas palavras - os investimentos iniciais em muitos casos são baixíssimos, iniciando em centavos de reais. Mas o ponto principal é que o investidor só pagará quando efetivamente o seu “link patrocinado” receber algum clique dos internautas.

O anunciante configura sua campanha publicitária na Internet, via painel de controle administrado na própria web, sem a necessidade de instalação de softwares ou qualquer conhecimento técnico adicional.

Tudo é feito on-line via browser, a campanha, exibição de seus anúncios, localização da empresa pela Internet por clientes interessados em seus produtos ou serviços - os quais vão clicar no anúncio - e a revisão permanente da campanha on-line. Este é o ciclo dos links patrocinados.

Assim como toda ação de marketing, uma campanha on-line precisa de acompanhamento constante, verificação de estatísticas e medição dos resultados reais. Benchmark junto aos negócios dos concorrentes – o qual também pode ser feito on-line – também não pode ser esquecido.

A modalidade de anúncios via links patrocinados já permitiu um aumento gradativo da publicidade on-line no Brasil, conforme pesquisa desenvolvida pelo projeto Inter-Meios, que registra um faturamento de R$ 158 milhões no primeiro semestre de 2006, atingindo pela primeira vez, 2% da fatia do mercado publicitário.

Embora os números pareçam modestos em relação aos outros meios, como a TV que registrou o índice de 63,5%; percebe-se a diferença ao compará-los com os investimentos dos quatro primeiros meses de 2005, quando os números da publicidade on-line atingiram a cifra de R$ 70,3 milhões.

Com esses dados é fácil concluir que os negócios da Internet começam a dar resultado à medida que a sociedade canaliza a execução de suas atividades na própria Internet, conforme os dados do e-Bit, que informam que o varejo on-line faturou R$ 196 milhões com o Dia das Crianças, 12 milhões de reais acima das projeções inicias.

Após tantos anos de publicidade condicionada às mídias tradicionais, com custos que inibiam o investimento dos pequenos e médios empresários, os links patrocinados surgem como uma forma estratégica para obtenção de resultados rápidos e promissores.

Autor/fonte: Eduardo Favaretto

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Categoria E-business - A união do e-commerce

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Dois grandes players do comércio eletrônico brasileiro iniciaram suas operações em 1999 e, após sete anos, resolvem unir forças. Em minha opinião, temos diversos pontos de em jogo.

Como o “tamanho” de ambos conta, faz sentido para os acionistas que as empresas se unam e tragam retornos maiores.

Para as duas empresas em si, são inegáveis os ganhos de escala, as reduções de custos, as sinergias e os investimentos poupados; o que acarreta em margens maiores para a companhia resultante. Por outro lado, as mesmas sinergias implicam em redução de funções ou de postos duplicados.

Se analisarmos a junção pela lógica da administração, ainda temos um outro parecer para a história: fusões, aquisições ou parcerias costumam causar choques de cultura para um dos públicos mais essenciais de uma empresa - os seus funcionários. Portanto, para unir esforços e lucrar com os acordos, há que se atentar para o público interno.

Para os consumidores, a saída de um player significa um competidor a menos no mercado, portanto, pode caminhar para uma situação de monopólio ou de benefício para o usuário final. O domínio completo do mercado acaba por ser ditatorial para clientes e também para os fornecedores que têm que negociar com este player. Já a situação de ganhos em escala e redução de preços para os produtos, podem, por sua vez, representar menores preços para o consumidor final.

Sob o prisma do varejo online, a transação mostra a força e o vigor conseguidos pelos players de 99 até aqui. Sem credibilidade e confiança dos compradores brasileiros e sem marcas fortes, talvez a união nem tivesse sido cogitada. Isso, inevitavelmente, implicou em uma maior participação do comércio eletrônico em geral na preferência dos consumidores.

Entre os propósitos da união, está a entrada no cenário internacional. Números da Fundação Dom Cabral apontam, que em 2006, os investimentos em mercados externos por parte das empresas brasileiras serão maiores que o investimento do capital estrangeiro no Brasil. O próprio nome criado para a nova empresa – B2W (Business to World) – mostra a ambição da aquisição do Submarino pela Americanas.com em se lançar no mercado global.

A expansão para o exterior não exige abertura de lojas físicas, mas, por outro lado, demanda conhecimento da logística local, dos meios de pagamento disponíveis e de estoque/armazenagem próximos, diferentemente das plataformas online consumer-to-consumer (C2C).

Outro fato que merece consideração: marcas que atuam em um mesmo nicho e se unem têm dois caminhos. Ou as empresas se fundem em uma única marca ou determinam papéis e nichos específicos para cada uma. A manutenção de todas as marcas só se justifica se tiverem um posicionamento diferenciado e atuação específica.

Por fim, lembro que toda concorrência é saudável por permitir a efetivação das melhores práticas por parte dos competidores. À medida que poucos players participam de um mesmo segmento, a tendência às práticas uniformes se sobressai. Os ganhos de inteligência podem se restringir.

Autor/fonte: Stelleo Tolda

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