GNU/Linux - Internet Explorer no GNU/Linux

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Por mais estranho que pareça, o título não está errado e você o leu corretamente.

Se você é daqueles internautas de carteirinha, que navega para todos os lugares da grande rede, e as vezes se sente prejudicado por erros que ocorrem no Firefox, por falha de desenvolvedores, já tem uma solução. Mas antes de abandonar de vez o site, sugiro que você envie um mensagem ao webmaster avisando de sua decepção com a limitação técnica demonstrada por ele já que ele não consegue desenvolver uma página dentro de padrões internacionais. Mas isto é assunto para outro artigo.

Nesta situação podemos utilizar o IEs4Linux. Este script, desenvolvido por Sérgio Lopes, permite o uso do Internet Explorer no GNU/Linux. A intenção não é incentivar o uso de navegadores proprietários mas apenas permitir que webdesigners façam testes com seus sites ou que nestes casos “estranhos” o internauta não fique “na mão”.

Para utilizar o IEs4Linux basta acessar o site http://www.tatanka.com.br/ies4linux/index-pt.html e seguir as instruções de como proceder a instalação do script para as distribuições como Ubuntu, Fedora, Gentoo ou Debian.

Ainda existe uma questão a ser resolvida. Como o Internet Explorer é um aplicativo proprietário, para executá-lo é necessário que você tenha uma licença oficial do Windows (veja em http://www.microsoft.com/msdownload/ieplatform/ie/license.txt). Nada é perfeito!

Com o IEs4Linux você pode, pelo menos, resolver algumas emergências.

Autor/fonte: Gilberto Sudré

GNU/Linux - Por que escolher o Linux, segundo a Mandriva Conectiva?

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Confira a seguir as razões pelas quais Wanderlei Cavassin, gerente de pesquisa e desenvolvimento da Mandriva Conectiva - uma das mais conhecidas distribuições de Linux no Brasil -, acredita que o pinguim deve ser seu sistema operacional:

“O Linux é um sistema operacional que foi criado em 1991 pelo finlandês Linus Torvalds e faz parte dos chamados softwares livres, cujas licenças permitem a sua utilização, modificação, atualização e correção por qualquer programador que se interesse em fazê-lo.

Por se tratar de um código aberto, não há monopólio no seu desenvolvimento, assim, é possível fazer a integração dele com outras plataformas, convergindo diversas tecnologias diferentes. E é por esse motivo também que existem tantas distribuições espalhadas pelo mundo. O sistema é o mesmo, o que muda é a sua interface. É como se existissem várias versões do mesmo produto, cada uma com características diferentes para o usuário final.

Devido à evolução do Linux em todos esses anos e às diversas distribuições que surgiram, é possível encontrar versões bem simplificadas e fáceis de usar que, ao contrário de outros sistemas, pode ter mais de uma “cara”, ou seja, todos os seus programas e a área de trabalho podem funcionar com diferentes ambientes gráficos, sendo o KDE e o Gnome os mais conhecidos. No Mandriva Linux, por exemplo, a interface apresentada é bem amigável, fácil de ser entendida até pelo usuário mais leigo, mas que não reduz a gama de aplicativos inclusos.

Com a discussão cada vez mais corriqueira sobre as licenças dos softwares, o Linux ganhou mais popularidade e muitos adeptos no mundo todo. Através de aplicativos práticos e adequados às diferentes necessidades dos usuários, o sistema integra ferramentas para escritório, navegadores de Internet, gerenciador de e-mails, editor de imagens e fotos, comunicador instantâneo e todos os recursos possíveis em um computador pessoal, mostrando que o Linux possui todas as funcionalidades dos outros sistemas operacionais e não deixa nada a dever para eles. Ele possui alta estabilidade, o que significa que dificilmente irá travar durante operações corriqueiras. Outro ponto positivo é a segurança, já que o número de ameaças virtuais que atinge o sistema pode ser considerado insignificante perto do que é direcionado para outros sistemas operacionais.

A popularidade do sistema fez com que surgissem treinamentos oficiais que auxiliam os novos adeptos a se familiarizarem com o ambiente Linux. A Mandriva Conectiva possui diversos centros de treinamento credenciados por todo o país, que oferecem cursos que vão desde os fundamentos básicos até a especialização em programação. Esses cursos têm sido cada vez mais procurados por estudantes e profissionais da área, o que demonstra e comprova a tendência de adoção do código aberto, além de representar um diferencial no currículo dessas pessoas.

Além do uso no desktop, o Linux permite diversas outras aplicações que não são possíveis com outros sistemas operacionais fechados e tem sido largamente utilizado em grandes unidades de processamento, como mainframes e servidores, em sistemas embarcados, que incluem carros, celulares, eletrodomésticos, terminais de bancos etc. e também em parcerias no regime OEM (Original Equipment Manufacturer), que beneficiam tanto os fabricantes de hardware como usuário final. Isso demonstra o quanto o sistema segue a tendência mundial, promovendo a convergência entre a comunicação e a tecnologia da informação.

O Linux e outros sistemas de código aberto já estão no dia-a-dia das pessoas sem que elas percebam, facilitando o seu cotidiano de diversas maneiras, mas ainda há muito espaço para conquistar. As pessoas precisam conhecer mais o Linux, testar, experimentar, sem pré-disposição. Ao fazer isso, o usuário vai descobrir que sua utilização é bastante simples e que ele é estável e seguro. É preciso deixar claro que ele não é concorrente dos outros sistemas operacionais proprietários e pode conviver harmoniosamente com eles, sendo apenas uma opção ao consumidor. A preferência e a escolha cabem a ele.”

Autor/fonte: UOL

GNU/Linux - Alguns mitos sobre a licença GNU GPL

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A GNU GPL (GNU is Not UNIX - General Public License) é provavelmente uma das licenças de uso de aplicativos mais utilizada no mundo e mesmo assim talvez seja a mais incompreendida. Isto se deve ao desconhecimento do que ela aborda ou, muitas vezes, por propagandas mal intencionadas, com o objetivo de confundir os conceitos na cabeça de profissionais e usuários.

A GNU GPL estabelece que o código fonte dos aplicativos e utilitários que utilizam este licenciamento deve ser distribuído junto com os executáveis (ou que o acesso às fontes seja feito de modo fácil).

Recentemente o IT Manager’s Journal publicou uma lista bem interessante com os 10 enganos mais comuns sobre a GPL. Se queremos entender um pouco melhor esta licença é bom ficarmos atentos a estes erros de interpretação. O artigo completo pode ser visto em:

http://www.itmanagersjournal.com/article.pl?sid=06/08/21/1659203

Relaciono a seguir alguns dos mitos que acho mais significativos. O primeiro engano bastante comum é imaginarmos que um programa licenciado através do GPL não pode ser vendido (cobrado). Apesar de muitas pessoas acharem o contrário, um software distribuído através de GPL pode sim ser vendido como o fazem muitas empresas do tipo RedHat e Novell.

Outra questão muitas vezes mal compreendida é quanto a distribuição dos códigos fontes dos aplicativos. É comum imaginarmos que os distribuidores têm obrigação de deixar públicos apenas a parte do código que sofreu alguma alteração. Nada mais equivocado pois, segundo a GPL, os distribuidores precisam disponibilizar todo o código fonte utilizado para a geração do aplicativo. Além dos códigos fontes, devem ser entregues todos os scripts e arquivos de configuração necessários para a geração dos executáveis.

Por último, um engano bastante comum segundo o artigo do IT Manager’s Journal é imaginar que ter um programa licenciado através da GPL em seu computador implica necessariamente em ter todos os outros aplicativos também nesta licença. Ao que parece este engano foi originado de uma palestra ministrada por Craig Mundie, vice presidente da Microsoft em uma universidade americana.

A GNU GPL está neste momento em processo de revisão e as discussões em torno da nova versão estão muito “quentes”. A versão final (GPLv3) está prometida para março de 2007 e, pelas informações disponíveis, vai significar mudanças importantes nos ambientes livres. Quem tiver interesse em acompanhar o rascunho da licença é só acessar o site:

http://gplv3.fsf.org

Autor/fonte: Gilberto Sudré

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