GNU/Linux - Linux e o fim do mundo

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Hoje é o primeiro dia do resto de nossas vidas, primeiro de janeiro de 2007, mas há exatos dez anos atrás eu estava me aventurando no sul da Bahia (Itacaré, antes de ser conhecida), investindo em terrenos, restaurantes, explorando oportunidades e vivendo. Vivendo de uma forma que poucos têm a coragem de viver, com a cabeça aberta a todo tipo de situação, sem preconceitos ou valores que possam impedir de ver, simplesmente ver, a beleza da vida que temos e das pessoas que nos cercam. Foi nesse período que eu conheci minha esposa, que eu construí as bases do meu futuro e que formei minha personalidade. Hoje pouco me reconheço antes dessa fase na Bahia, foi uma reinvenção de mim mesmo que surgiu naturalmente, sem a necessidade das “resoluções de ano novo”.

Em outubro de 1999, em Itacaré, depois de ler uma revista sobre Linux que não me lembro mais, mandei esse texto de ficção para seu editor e nos comentários dessa coluna darei continuidade com um resumo dos e-mails trocados com ele, o qual eu perdi completamente o contato. Vale lembrar que no final de 1999 estávamos em um período anterior ao estouro da bolha da Internet, o mundo ia acabar dali a alguns meses devido ao caos gerado pelo bug do milênio, e nós, brasileiros, estávamos envolvidos na pior crise política da nossa história (até então) com o escândalo dos anões do orçamento. Como éramos ingênuos…

Linux e o Fim do Mundo – 7 de outubro de 1999 – uma ficção realista

Nostradamus previu o Fim do Mundo, e existem diversas interpretações sobre suas profecias. Algumas falam em cataclismos, a vinda do anticristo, guerras nucleares e outros fins bem cinematográficos. Já ouvi até que o 666 (o numero da besta) associado ao alfabeto original (arábico) seria WWW (da Word Wide Web), pode até ser… E o que o Linux tem haver com isso? Muito, mas muito mesmo.

Falando um pouco sobre economia mundial, sabe-se que a bolsa de valores americana esta sobre valorizada e existe muita literatura a respeito disso, diversos economistas estão prevendo o estouro da bolha de crescimento americana. Mas quando? Qual será o estopim? O Linux!

Steve Balmer, presidente da recentemente em uma entrevista concordou que as ações da sua empresa estão valendo no mercado muito mais do que seu valor real. Mas concordou também que isso era um fator da economia americana como um todo, onde todas as empresas bem sucedidas estão cotadas a um valor muito maior do que qualquer análise fundamentalista (que atribui um valor real a uma ação) possa determinar. E nós não estamos falando de 30% ou 40% mas de duas a três vezes mais altas do que o esperado.

Em tese uma ação vale a sua participação no lucro futuro da empresa, descontado os juros do período (valor presente, para quem conhece matemática financeira), portanto ela cresce (fora por motivos especulativos) quando maior for a estimativa de lucro futuro e menores forem os juros do período. E foi o que aconteceu no mercado americano nos últimos 10 anos, as empresas em geral lucraram muito, muitas se fundiram e os juros ficaram historicamente muito baixos. Portando as ações estão representando esse cenário, e se nada mudar (olha o Linux ai outra vez) a tendência continua, apesar do pânico geral que o mundo todo passou a ter sobre o estouro da bolha depois das crises russas e asiáticas.

Os cidadãos americanos são ricos porque 67% do seu patrimônio estão investidos em ações que por estarem com suas cotações nas alturas criam uma sensação de riqueza inigualável e um poder de investimento fantástico. E esses investimentos encontram um mercado promissor, com muito dinheiro e muito consumo que geram muitas vendas, muitos lucros etc, etc. Como se pára essa bola de neve? Na crise asiática Bill Gates perdeu 1,5 bilhões de dólares em um dia com a queda da bolsa, mas o mercado se recuperou e além dele recuperar esse troco ainda lucrou mais 6 bilhões daquela época pra cá (2 anos apenas). Loucura?

Parece…

Eis que surge o Linux, um software fantástico, gratuito, distribuído pela internet (lembra do 666?) com uma comunidade de fanáticos pelo mundo todo, com toda uma indústria massacrada pela concorrência desleal da apoiando fortemente esse produto, até empresas grandes como a Corel estão lançando seu Linux com sua suíte de aplicativos gratuitos. A Nestcape já tem o seu “Comunicator for Linux”, e se você pesquisar na internet sobre Linux você vai achar mais coisa do que você imagina e ficará surpreso com a paixão de seus fãs, sem contar que o desktop do Linux é muito mais bonito que o Windows98.

Aquelas pessoas que se aventuraram a instalar o Linux em suas máquinas já descobriram que ele é fantástico, mas ainda tem problemas principalmente quanto ao suporte a hardware e o processo de instalação. Mas é questão de tempo para que o Linux se torne viável para o usuário comum e conseqüentemente para as milhares de pequenas empresas espalhadas por esse mundo.

É o estopim que faltava, os analistas de mercado vão reduzir suas taxas de crescimento e lucro previstas para o futuro da e chegarão a um valor real “justo” sensivelmente mais baixo que o atual e vão vender suas ações até que o preço se ajuste a essa nova realidade. Como a tem uma representatividade grande no mercado acionário americano os índices gerais vão cair para ajustar seu valor, esse momento sinalizará que a explosão da bolha americana tão aguardada e temida chegou e os principais fundos de investimentos americanos iniciarão suas estratégias (já definidas para essa explosão); migrar das ações para ativos de valor real (o ouro, por exemplo, depois de anos em declínio apresentou uma alta estúpida no mês de setembro/99, sinal que o estouro da bolha está próximo!). Se houver pânico (como houve em 1929, setembro de 1987, junho de 1997, outubro de 1997, outubro de 1998) a queda será acentuada e em curto espaço de tempo, caso contrário a queda será longa e poderá durar alguns anos. Eu não acredito nisso. O mundo econômico está em pânico.

Com as quedas das bolsas os americanos perdem uma parte significativa dos 67% em ações do seu patrimônio, e consomem menos, investem menos, conseqüentemente menos lucros para as empresas, preços mais baixos nas suas ações, o patrimônio dos americanos cai novamente, etc, etc. a bola de neve começa a rodar para o outro lado. Para conter a fuga de capitais e a queda do dólar no mercado mundial e manter a competitividade dos produtos americanos nessa nova realidade o FED (Banco Central Americano) terá que aumentar os juros (hoje em 6% ao ano, mas já estiveram em 30% na década de 80). Mais uma queda nas ações, menos lucros, menos empregos, mais pobres os americanos.

Os Estados Unidos mantém seus aposentados com seus fundos de pensão, que são fortemente alavancados em ações. Com a queda, os rendimentos diminuem, e a indústria de turismo, companhias aéreas, jogos de azar e outros setores que tem forte renda no segmento da terceira idade sofrem prejuízos. E mais uma vez as ações caem. É o fim de um mundo, um mundo que começou com a bomba de Hiroshima e a vitória na segunda guerra mundial, que transferiu da Europa para os Estados Unidos o poder econômico, cultural, político e artístico. 55 anos de crescimento ininterrupto destruídos por uma brincadeira de um professor Finlandês Linus Torvald, o anticristo de Nostradamus.

Autor/fonte: Paulo Couto

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GNU/Linux - Debian-BR-CDD: O que é?

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O Debian-BR-CDD é um sistema operacional completo para computadores pessoais baseado atualmente na última versão estável, codenome Sarge, do Debian GNU/Linux. Além de outras novidades, o Debian-BR-CDD traz uma coletânea de pacotes especialmente feita para o nosso idioma, um instalador simplificado e um ambiente amigável para trabalho. O sistema é uma Custom Debian Distribution.

A versão atual do Debian-BR-CDD inclui muitos aplicativos, dentre estes podemos destacar softwares para:

. Gravação de CDs de áudio e dados;
. Escutar música;
. Visualização de vídeos;
. Navegação na internet;
. Chat;
. Jogos;
. Editoração de textos;
. Edição de imagens;
. Correio eletrônico;
. Compartilhar a internet.

E muito mais!

Maiores informações em:

http://cdd.debian-br.org

Autor/fonte: Debian-BR-CDD

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GNU/Linux - DHCP Server: Instalando e configurando

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Neste artigo mostrarei como configurar o DHCP Server para uma pequena rede.

No exemplo utilizaremos o DHCP do ISC (Internet Systems Consoritum) que possui em um único sistema o servidor, o cliente e o “relay agent”.

Baixe a última versão do código fonte em:

http://www.isc.org/sw/dhcp/

No exemplo utilizaremos a versão dhcp-3.1.0a2.tar.gz:

# tar xvzf dhcp-3.1.0a2.tar.gz
# cd dhcp-3.1.0a2
# ./configure
# make
# make install

Daemon é um processo que roda em background mas sob controle do usuário, normalmente eles não tem processo pai, portanto ficam na árvore do ppid 1, que é o init.

É por causa da situação descrita acima que nós temos um pequeno problema que varia de distribuição para distribuição! O Debian, por exemplo, utiliza o start-stop-daemon para controle dos aplicativos que são daemon, assim como o Gentoo.

Em nosso artigo iremos apenas adicionar a linha do DHCP para que inicie com os comandos locais, esse arquivo também varia de distribuição para distribuição:

. Slackware: /etc/rc.d/rc.local;
. Gentoo: /etc/conf.d/local.start;
. Debian: /etc/rc.local;
. Outras: verifique na documentação.

Adicionar a linha (caso exista, remova a linha “exit 0″):

/usr/sbin/dhcpd -cf /etc/dhcp/dhcpd.conf

A configuração do DHCP Server não é complicada.

Nós precisamos informar os Domain Name Servers que serão repassados ao clientes, a rota para gateway padrão, o tempo de renovação e a faixa de IPs para determinada interface!

Vamos a criação do /etc/dhcp/dhcpd.conf:

# mkdir /etc/dhcp/
# touch /etc/dhcp/dhcpd.conf

Utilizando o seu editor favorito:

default-lease-time 600;
max-lease-time 7200;
option domain-name-servers 200.250.77.87, 200.250.77.85;
ddns-update-style ad-hoc;
subnet 192.168.0.0 netmask 255.255.255.0 {
range 192.168.0.2 192.168.0.2;
option broadcast-address 192.168.0.255;
option subnet-mask 255.255.255.0;
option routers 192.168.0.1;
}

Onde:

. lease-time se refere ao tempo para cada renovação do DHCP;

. subnet-mask é a mascara de subrede em questão;

. broadcast-address faz o serviço de enviar informação para toda a faixa de rede;

. domain-name-servers são os responsaveis para que quando você digite um endereço de site no browser por exemplo, lhe retorne o IP do mesmo para que possa navegar, caso você nao tenha um servidor de DNS utilize os IPs de sua telefônica (você pode consultar os IPs em http://www.abusar.org);

. routers é o endereço do gateway para a internet, se o em que você instalou o DHCPd também o roteador coloque o IP dele nesta opção.

Através do subnet que definiremos regras para uma classe, em nosso exemplo difinimos para 192.168.0.0 e máscara de subrede 255.255.255.0 a variação de 21 IPs através do “range”.

Podemos definir também o IP para uma máquina através do MAC da placa de rede da forma:

host nomedohost {
hardware ethernet 00:0E:72:2B:32:2F;
fixed-address 192.168.0.40;
}

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