Categoria Hardware - Monitor LCD com sintonizador de TV une trabalho e diversão

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O que fazer quando justo no dia da final do campeonato você precisa terminar aquele trabalho importantíssimo da faculdade? Ou ainda no último capítulo da novela seu chefe pediu para preparar uma apresentação para amanhã e você vai ter que ficar na frente do computador muito tempo? Uma das alternativas para aliar trabalho e diversão é ter um monitor com sintonizador de TV.

Nós testamos os dois aparelhos disponíveis no mercado brasileiro: LG Flatron L173SA e Samsung SyncMaster 940MG. Outros fabricantes convidados para o teste, AOC e ViewSonic, ainda não possuem monitores com essa função no Brasil. A Philips está no movimento contrário, apresentando um televisor que também funciona como monitor (clique aqui para saber mais).

Esse tipo de monitor pode captar o sinal de TV aberta ou a cabo — basta ligar o cabo da antena diretamente no aparelho. Além disso, possuem entradas para conectar DVD player, videocassete, filmadora, console de videogame e estão prontos para receber o sinal de alta definição (HDTV).

Tamanhos e conectores

O LG L173SA tem tela de 17 polegadas, e o Samsung 940MG vem com 19 polegadas. Já quanto às conexões, vale ressaltar que o LG não vem de fábrica totalmente pronto para sintonizar a TV aberta ou a cabo, que utilize a entrada coaxial. Para tanto, é necessário comprar um adaptador que custa em média R$ 200.

Caso você tenha TV por assinatura digital, como NET ou TVA, poderá receber o sinal digital mesmo sem esse adaptador, pois a diferença é o conector coaxial, que não é nativo no monitor da LG. Além disso, poderá conectar DVD, Videocassete, videogame e filmadoras pelas entradas de vídeo composto.

Mas a vantagem do produto da Samsung, neste ponto, é possuir todas as conexões. Ele vem com um pequeno adaptador para ligar o cabo da antena, pois o conector que vem de fábrica tem a entrada de pino grande, parecido com aqueles cabos de som e vídeo RCA, enquanto os cabos das antenas utilizam aquele conector blindado com o fio de cobre no meio.

PIP, PBP e POP

Mas como será possível trabalhar e assistir TV ao mesmo tempo? Não estamos analisando aqui sua capacidade de concentração, mas para que você tenha em sua tela os seus arquivos de trabalho e o jogo de futebol ao mesmo tempo, os monitores utilizam o recurso PIP (Picture-in-Picture), que exibe em um quadro menor o sinal da segunda fonte — TV, DVD, videocassete etc. Também é possível controlar o que é exibido nesta pequena tela, e que você pode trocar de visualização a qualquer momento.

Os modelos testados também oferecem o recurso PBP (Picture-by-Picture), que deixa as imagens das duas fontes lado a lado na tela, e o POP (Picture-out-Picture), que deixa um sinal sobreposto ao outro.

Estes recursos funcionam somente enquanto o monitor está no modo PC, e não quando está no modo TV. Isso mesmo: modo TV. Quando o computador estiver desligado, você pode utilizar o seu monitor como uma TV. Percebemos durante o teste que a qualidade da imagem perde um pouco em relação às TV quando utilizado desta forma.

Controle e programas

Os dois monitores do teste vêm com controle remoto que dá acesso a todas as funções. O menu OSD (aquele que aparece na própria tela) permite que você configure cor, brilho, som entre outras coisas.

Para a conexão DVI digital, o menu do aparelho LG permite configurar qual a temperatura ideal para as cores. Também dá para configurar o áudio, e escolher equalizações pré-definidas para música, filme ou discurso (como apresentação de um jornal ou narração de um jogo) ou uma personalizada que você pode construir. Além disso, possui o sistema SRS WOW, que aplica efeitos dinâmicos de surround, dando mais volume ao som.

Já o Samsung oferece configurações pré-ajustadas. O Magic Bright, por exemplo, permite que você tenha uma configuração para os aplicativos de escritório como Word e Excel, outra para navegar pela internet, uma outra para filmes e ainda uma para os jogos. O LG tem funções semelhantes, mas apenas quando está no modo de vídeo ou DVD.

Como no produto da LG, o 940MG da Samsung também tem um sistema que simula um som 3D sem utilizar mais caixas acústicas, o Virtual Dolby Surround Sound.

Resolução, brilho e contraste

Resolução, brilho e contraste são a base de um bom monitor. O LG L173SA tem resolução máxima de 1280 x 1024 pixels a 75Hz, enquanto o Samsung 940MG vem com 1440 x 900 pixels em uma tela widescreen. Antes de achar que é uma grande vantagem, é preciso lembrar que este modo do Samsung não é um padrão das placas de vídeo do mercado, e se não for o da sua, você terá que utilizar a resolução de 1280 x 1024, como no modelo da LG.

A taxa de brilho do Samsung é de 450 cd/m² e do LG é de 400 cd/m², ambos muito acima do mercado, cujos modelos em média oferecem 250 cd/m². Isso é importante já que com maior intensidade do brilho as cores são mais vivas.

O contraste tem taxa de 500:1 no LG e de 700:1 no Samsung. Taxas assim oferecem maior definição para os contornos e nas diferenças de luz. Outro item importante é o ângulo de visão, ou seja, o quanto você consegue ver da imagem quando não está de frente para a tela. Nos dois aparelhos ele é de 160º.

No quesito brilho, o monitor da Samsung oferece um diferencial. O Magic Clear é um recurso que confere à tela uma cobertura brilhante que reflete a luz incidente de uma maneira que ela não atinja quem está de frente para a tela. Isso ajuda a eliminar aquele efeito um pouco esfumaçado, muito comum nos monitores LCD.

O monitor da LG tem preço sugerido de R$ 1.200. Mesmo com o custo adicional do adaptador (R$ 199), o custo total fica abaixo do preço médio de mercado de uma TV de LCD. O Samsung tem valor sugerido de R$ 2.400 — diferença está baseada do formato widescreen e do tamanho maior da tela (19 polegadas).

Autor/fonte: Marcelo Ayres

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Categoria Hardware - Televisão que funciona como monitor dá mais espaço para trabalhar

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Para o teste dos monitores com sintonizador de TV utilizamos os dois modelos disponíveis no mercado: LG Flatron L173AS e Samsung SyncMaster 940MG.

A Philips, no entanto, tem uma linha que faz o caminho inverso — TV que pode ser utilizada como monitor. O modelo 23PF53221 tem tela de 23 polegadas no formato widescreen e já está pronto para a tecnologia HDTV. Além disso, tem entrada de vídeo composto e S-video. A resolução é 1366 x 768 pixels para o modo TV, e de 1280 x 768 pixels no modo para computador.

Durante o teste do UOL Tecnologia, quando usamos a TV como monitor, foi bem interessante o espaço proporcionado pela área de 23 polegadas da tela. O formato widescreen permitiu abrir várias janelas ao mesmo tempo e ainda assim deixar o Desktop organizado.

Outra função interessante é o sintonizador de rádio FM integrado à TV. Você pode deixá-la no modo TV como uma fonte de sinal e colocar no modo rádio enquanto utiliza seu computador. No modo PC, você pode utilizar o sistema PIP (Picture-in-Picture) para assistir a um filme ou à programação da TV. O preço sugerido para o equipamento é de R$ 2.999.

O sistema Crystal Clear III ajuda a melhorar a qualidade da imagem, com um filtro, o contraste dinâmico, a intensificação de azul e o aprimoramento de verde. Todos estes recursos trabalham em conjunto para que as cores tenham uma aparência mais natural, e os contornos fiquem mais suaves nos tons claros e mais delineados nos tons mais escuros. A TV da Philips tem intensidade de brilho de 450 cd/m² e relação de contraste de 450:1, como nos monitores do nosso teste, maior que a média do mercado.

O filtro Combfilter 2D faz a separação das informações de cor das de luz, que vêm no sinal de vídeo, para trabalhar as duas em processamentos separados, o que, segundo a fabricante, melhora a resolução e minimiza a distorção da imagem.

O Active Control é um outro recurso que também auxilia a melhorar a imagem da TV. Ele faz a otimização contínua dos níveis de ruído que vem com o sinal e corrige a nitidez. Esta checagem é feita 60 vezes por segundo.

Autor/fonte: Marcelo Ayres

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Categoria Hardware - Saiba mais sobre a HDTV, a TV de alta definição

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Nestes tempos digitais, mais precisamente nos últimos cinco anos, temos ouvido falar muito de TV digital e HDTV. Se você ainda não parou para pensar e acabou de descobrir este tal de “HDTV” vamos ver o que é.

HDTV é a sigla em inglês para High-Definition Television (Televisão de Alta Definição). Ele é uma parte do DTV, sigla também em inglês para Digital Television (Televisão Digital). DTV é o sistema digital para transmissão de imagens e está fazendo uma grande revolução nesta área do entretenimento.

TV analógica

Muitos de nós já nascemos com a televisão em franca atividade. Desde de sua aparição, estamos acostumados a assistir à TV por meio de sinais analógicos e tubos CRT (Cathode Ray Tube ou Tubo de Raios Catódicos). As imagens são transformadas em ondas de rádio que transmitidas para a sua TV são convertidas novamente em filmes e som.

Já o sinal digital é codificado em bits e bytes como zeros e uns, da mesma maneira que computador identifica os comandos. Depois esse sinal é transmitido por satélite ou cabo e então decodificado por um aparelho antes de entrar em seu televisor.

O sistema analógico funcionou muito bem todo este tempo, mas começou a chegar a alguns limitadores. As TV de tudo CRT, por exemplo, têm cerca de 480 linhas de resolução, o que não é suficiente para preencher a tela de uma TV grande, a partir de 30 polegadas, e manter a mesma qualidade de imagem.

Além disso, os canhões de elétrons do CRT só conseguem preencher metade das linhas a cada passada da imagem pela tela. Assim os aparelhos utilizam um recurso de entrelaçamento (interlace) das linhas para montar a imagem. Muitas vezes isto causa uma certa vibração na imagem (flicker).

Estes complicadores ficaram mais evidentes com os aparelhos de TV maiores, que invadiram o mercado a partir da década passada, e com os recursos digitais para criação de imagens e técnicas de filmagem.

Sistema digital

O sistema digital, por outro lado, independe do tamanho da tela e alcança boa resolução tanto em TVs muito pequenas como em telas muito grandes. O vídeo pode ser progressivo e não entrelaçado, ou seja, a tela exibe a imagem inteira a cada quadro (frame) ao invés de uma linha de pixels sim, outra não.

Para as emissoras de TV existe ainda a vantagem de enviar vários sinais diferentes utilizando a mesma banda de transmissão e de poder incluir conteúdos especiais como menus e opções de interação.

Três pontos são fundamentais nas diferenças entre o DTV e o analógico: Relação de Aspecto (Aspect Ratio), Resolução e Taxas de Quadros (Frame Rate). A Relação de Aspecto é como a imagem aparece em sua tela. O padrão das TVs sempre foi 4:3, ou seja, quatro unidades de largura por 3 unidades de altura. No sistema digital você pode ter 16:9 como uma tela de cinema.

A Resolução da TV analógica é de 400 x 400 pixels, enquanto na digital começa em 704 x 480 pixels, conhecida por SDTV (Standart Digital Television) e chega até 1920 x 1080 pixels, o nosso já conhecido e comentado HDTV, quase dez vezes mais que a TV analógica. No exterior, onde a TV Digital já é realidade, é comum ouvir o termo “1080 linhas”, que se refere exatamente a esta resolução.

A Taxa de Quadros define quantos quadros são necessários a cada segundo para que uma imagem fique completa. Na TV convencional é de 24 quadros por segundo entrelaçados, e na digital ele varia de 24 a 60 quadros por segundo progressivos.

O sinal analógico pode ser decodificado diretamente pelo seu televisor depois de passar pela antena. O sinal digital precisa de um decodificador especial para ser visto no seu aparelho. As TVs por assinatura ou a cabo, como NET e TVA, já oferecem sinais digitais para os assinantes. A transmissão do sinal de TV aberta também necessitará de um decodificar para receber o sinal que virá das emissoras.

Padrões de TV digital

Existem três padrões de TV digital no mundo: O ATSC (Advanced Television Systems Commitee), adotado pelos EUA, Canadá, México e Coréia do Sul. O DVB-T (Digital Vídeo Broadcast Terrestrial), utilizado pela maioria dos países da Europa, Ásia, África e Oceania. E o ISDB T (Integrated Services Digital Broadcasting Terrestrial), criado no Japão e escolhido pelo Brasil para o sistema do país.

O ATSC foi implantado nos EUA em 1998 e desenvolvido para transmitir prioritariamente o HDTV. Os outros dois sistemas são direcionados para a transmissão de vários canais de SDTV. O DVB-T foi implantado na Europa em 1998. Já o ISDB-T começou no Japão em 1999 e, além da maior quantidade de canais por banda, também oferece maior compressão de vídeo (MPEG-4), possibilitando sua transmissão para aparelhos móveis como celulares e PDAs.

Autor/fonte: Marcelo Ayres

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